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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Infertilidade e o uso da Fitoterapia





Quando um casal toma a decisão de se tornarem pais, seja pela primeira vez ou já tendo filhos, por vezes os planos de aumentar a família pode demorar mais que o esperado. O medo e a ansiedade tomam conta, atrapalhando ainda mais a concepção. Nestas horas muitas pessoas recorrem a várias técnicas e tratamentos alternativos. 

O que é infertilidade?

Segundo o Ministério da Saúde, infertilidade é a dificuldade de um casal obter gravidez no período de um ano tendo relações sexuais frequentemente sem uso de nenhuma forma de anticoncepção.

As causas podem ser muitas, sendo as femininas mais comuns: Idade avançada da mulher; dificuldades na ovulação; disfunções hormonais; causas tubárias e do canal endocervical, geralmente provocada pela endometriose ou infecções pélvicas; e causas ambientais, como exposição a fatores de risco (raios X, radiações, medicamentos tóxicos); 

Já como causas masculinas as mais comuns são: Fatores genéticos; fatores hormonais; infecções; varicocele (varizes no testículo); e outros fatores ambientais de exposição, como radioterapia, quimioterapia, doenças neurológicas, diabetes, traumas testiculares, drogas e doenças sexualmente transmissíveis.

O que é fitoterapia?

A fitoterapia é a prevenção e o tratamento de doenças mediante o uso de plantas (Ferreira, 1999). Phyton, em grego, quer dizer “planta” e therapeia significa “tratar, cuidar”. Segundo a portaria 971, de 03/05/2006, do Ministério da Saúde, a fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal.

O uso das ervas medicinais nos problemas de Infertilidade é muito antigo. Podemos encontrar na bíblia, a história de Rachel e Leah, em que Rachel tentava engravidar por muitos anos e estava cada dia mais desesperada por não conseguir. Ela se lamentava com o marido – “Dê-me um filho, do contrário eu morrerei!” (Gênesis 30:1). Até que usou mandrágoras e conseguiu engravidar. 

O problema é quando o casal acaba recorrendo à terapia sem o auxílio profissional, através de conselhos, na internet, entre outros. Apesar dos riscos, casais usam esse tipo de medicamento sem indicação profissional, em diversas preparações, como as conhecidas "garrafadas", como são chamadas as misturas de plantas, preparadas muitas vezes de forma precária, sem condições de higiene e sem respaldo científico, podendo ser extremamente perigoso.

Os remédios naturais, como os fitoterápicos, devem ser tratados com o mesmo cuidado que qualquer remédio tradicional. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fitoterápicos são “medicamentos obtidos empregando-se como princípio ativo exclusivamente derivados de drogas vegetais”. Portanto, quando usadas de modo indevido ou mal preparadas, essas substâncias podem trazer muitos prejuízos à saúde. Os medicamentos fitoterápicos precisam seguir todas as regras de produção, assim como qualquer outro medicamento, passando pelas fases de registro, de comprovação de resultados e provar que não há efeitos colaterais significativos.

Segundo a professora Fátima Nascimento*, Enfermeira Obstetra Fitoterapeuta – que mantém um canal no site YouTube de orientação às mulheres sobre saúde da mulher e materno-infantil – “é necessário que a mulher conheça o funcionamento do seu corpo e seu ciclo”, assim ela orienta em suas consultas, aliando o auto-conhecimento, avaliação geral e por fim a prescrição de fitoterápicos de acordo com a necessidade do casal.

Recomenda-se que casais, que pretendem fazer um tratamento natural para a fertilização, iniciem, antes de tomar a medicação recomendada, uma dieta alimentar saudável e melhorar o estilo de vida, como praticar atividades físicas sob supervisão profissional, para melhor funcionamento do organismo e impacto positivo da terapia.

Outro ponto fundamental é o casal investigar com o especialista a causa da infertilidade, realizar os exames necessários para se ter o diagnóstico do problema.

A Fitoterapia é uma ótima opção de tratamento complementar, mas deve ser receitada por profissionais que tenham experiência na sua utilização. O fato de serem produtos naturais não os isenta de causarem efeitos colaterais indesejados.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Tenho uma anomalia uterina, o que fazer?



Bom, para entendermos melhor sobre o assunto, vou aqui explicar um pouco de como é o nosso útero.

Como ele é?



É um órgão do sistema reprodutor feminino, é oco e tem um formato de pêra invertida, em que a parte mais larga e superior chamamos de fundo de útero, que se conecta com as tubas uterinas na sua parte superior, e a parte inferior e mais estreita chamamos de colo uterino, que possui um pequeno orifício e se liga a vagina. Ele é formado por várias camadas, em que a parte de dentro é formada pelo endométrio que descama a cada ciclo menstrual, e essa é coberta pelo miométrio, que é a parte muscular. Além dessas temos mais duas camadas recobrindo o útero.

Quais são suas funções?

A sua principal função é receber o embrião, que irá se implantar no endométrio. Assim, o útero irá se preparar para manter as condições ideais para o desenvolvimento do feto até o nascimento. Também será essencial para a expulsão do feto, através de suas contrações.


Existem, porém, mulheres que tem o formato do útero diferente do explicado acima. Muitas vezes elas tem a alteração e não sabem. Vamos entender as principais anomalias uterinas.



Útero bicorno (útero com dois "chifres"): é o mais comum. Em vez de parecer uma pêra invertida, ele tem o formato de um coração, com uma separação no meio na parte de cima. O bebê fica com menos espaço para crescer do que no útero normal. 




Útero unicorno (útero com um "chifre"): O tecido que forma o útero não se desenvolve direito na mulher, e o órgão tem apenas metade do tamanho do normal. Além disso, só há uma tuba uterina, em vez de duas. Apesar disso, na maioria dos casos a mulher tem dois ovários.



Útero duplo ou didelfo: É quando o útero tem duas cavidades internas, sendo que cada uma delas pode levar a um colo do útero e a uma vagina. A mulher pode assim ter duas vaginas. 



Útero septado: a cavidade interna do útero é dividida por uma parede, chamada septo. O septo pode ir só até metade do caminho ou chegar até o colo do útero. 


Também ocorrem mudanças na posição do útero, que quando são pequenas não alteram a fertilidade e não causam nenhum incômodo. 

Entre as anomalias de posição, destacam-se a anteposição e a retroposição, quando o útero se encontra respectivamente mais à frente e mais atrás do que o normal.

Existem também as anomalias da inclinação do útero, em que as mais comuns são a anteversão e a retroversão, quando o eixo do útero se encontra deslocado para frente ou para trás em relação ao eixo da vagina.

Entre as anomalias da flexão do útero, as mais significativas são a anteflexão e a retroflexão, quando o corpo do útero se encontra curvado para frente e para trás, respectivamente, em relação ao colo uterino.



Quais são as causas dessas anomalias?

Pode ter origem congênita como também provocadas por rupturas no momento do parto, traumatismos e infecções.

O que posso ter como consequências?

Mulheres que apresentem alguma dessas anomalias em geral podem não ter sinais ou sintomas. Em outros casos podem apresentar dores em baixo ventre, nas costas, durante as relações sexuais e um maior desconforto no período menstrual. 

Posso ficar infértil?

Em geral a mulher não fica infértil, porém, dependendo da anomalia ela pode apresentar uma dificuldade maior para engravidar, pois há casos em que se há só uma trompa, e como outras em que há um espaço menor para o desenvolvimento do feto.

O importante é manter um acompanhamento ginecológico para se detectar essas alterações antes de uma gravidez. Existem intervenções que podem fazer a mulher ter mais facilidade para engravidar, como tratamentos hormonais, assim como intervenções cirúrgicas, que facilitarão não só a fertilidade como fará a mulher manter uma gestação sem problemas. E em muitos casos, não há necessidade de intervenção alguma, somente um acompanhamento cuidadoso durante o pré-natal.


Portanto, sempre que sentir algo diferente, alguma dor ou sangramento fora do normal, procure seu ginecologista para detectar o que há de errado e tratar da forma correta, evitando futuros transtornos a sua saúde sexual e reprodutiva.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Gravidez na maturidade



Mulheres que esperaram estabilidade na carreira e na família, que tem dificuldades para engravidar, que querem experimentar serem mães novamente, ou que simplesmente querem agora. Esse é o perfil que aumenta cada vez mais, as mulheres que decidem pela primeira vez, ou não, serem mães tardiamente. São mulheres seguras e ansiosas por quererem ter suas vidas completas com a maternidade neste momento da vida. 

Por que hoje é tão comum adiar a maternidade?

Hoje o papel exercido pela mulher na sociedade e dentro de uma família é bem diferente do que antigamente. Assumem muitas vezes o lugar de chefe de família e se comprometem com o sustento do lar, o que acaba por adiar a chegada dos filhos. Este fato, aliado a possibilidade de se utilizar técnicas de reprodução artificial, também são fatores que vem interferindo nesta decisão.

Chamamos de gravidez tardia a que ocorre pela primeira vez ou não a partir de 35 anos. Essas mulheres que engravidam mais tardiamente, em geral, apresentam ótimo estado de saúde, gestações planejadas e desejadas, melhores condições socioeconômicas e muitas vezes optam por reprodução assistida, pela redução da fertilidade devido à idade. Também existe um grupo, entre as gestantes tardias, que foram mães mais cedo e agora decidem reviver a maternidade numa fase da vida mais estabilizada.

Quais são os riscos de uma gravidez tardia?

Estas futuras mães devem se atentar para alguns riscos de uma gravidez tardia. Os riscos começam pelo fato de após os 35 anos ser mais difícil engravidar, pois a mulher tem menos óvulos e é menos fértil, sendo assim, a possibilidade de ter um filho com síndrome de Down ou outras alterações cromossômicas aumentam, por conta do envelhecimento dos óvulos e maior chance de erros na divisão celular. Por esse mesmo motivo também há maior probabilidade de abortos espontâneos. Já durante a evolução da gravidez, é maior o risco de desenvolver hipertensão, diabetes ou de apresentar uma doença já adquirida ao longo da vida.

Que cuidados esta futura mãe deve ter?

A gravidez é um processo fisiológico particular, mas que não tem nada de anormal. Toda gestante, engravidando em qualquer faixa etária, tem que comparecer as consultas de pré-natal corretamente e seguir as recomendações do seu obstetra.

O que ocorre numa gravidez tardia é que por conta da maior possibilidade de riscos na gravidez, o ideal é que ela seja bem planejada, e que antes de engravidar a mulher faça uma revisão de sua saúde, com exames de rotina e uma revisão ginecológica. Também é recomendada a ingestão de ácido fólico, vitamina que diminui a malformação do sistema nervoso central do feto, três meses antes de engravidar e que será prescrito pelo profissional que realiza seu acompanhamento.

Durante o pré-natal será solicitado vários exames de sangue, urina, fezes e ultrassonografias, todos de muita importância para avaliar o bom seguimento da gestação. Dentre esses, o ultrassom de translucência nucal (TC) é de grande importância para se avaliar a possibilidade de uma alteração cromossômica, e é realizado em torno da 11ª a 13ª semana de gestação. 

Quero engravidar e não consigo. O que fazer?

A recomendação é que depois de um ano de tentativas sem sucesso, com relações sexuais frequentes e sem proteção, se procure ajuda profissional.

Com uma idade mais avançada inúmeros fatores afetam a fertilidade, como número menor de óvulos; ciclo menstrual irregular; alterações no útero; doenças do aparelho reprodutivo, como endometriose; assim como doenças crônicas e obesidade.

Para auxiliar o casal na concepção, naturalmente, é indicado que se tenha conhecimento do ciclo menstrual da mulher, sabendo identificar o período fértil. É importante manter a boa saúde e tranquilidade do casal.

Já os métodos artificiais, antes de se optar por eles, o profissional tenta corrigir o motivo da infertilidade, seja por parte da mulher ou do homem. Caso a concepção não ocorra, existe tratamento clínico, cirúrgico e técnicas de reprodução assistida, como a inseminação intra-uterina e fertilização in vitro. Esses últimos, além do custo elevado das técnicas, podem ser um processo demorado e cansativo para o casal.


Mas o sonho da maternidade nunca pode ser deixado de lado. Se há a vontade, fazendo o acompanhamento e aconselhamento corretos, é possível sim ter uma gravidez saudável e as dificuldades podem ser superadas.