segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Microcefalia, Zika Vírus e gestação






O que está acontecendo?


Segundo dados do Ministério da Saúde, até o momento, foram notificados 1.248 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 311 municípios. O estado de Pernambuco registra o maior número de casos (646), sendo o primeiro a identificar aumento de microcefalia em sua região. Em seguida, estão os estados de Paraíba (248), Rio Grande do Norte (79), Sergipe (77), Alagoas (59), Bahia (37), Piauí (36), Ceará (25), Rio de Janeiro (13), Tocantins (12) Maranhão (12), Goiás (2), Mato Grosso do Sul (1) e Distrito Federal (1). Entre o total de casos, foram notificados sete óbitos. Um recém-nascido do Ceará, com diagnóstico de microcefalia e outras malformações congênitas por meio de ultrassonografia, teve resultado positivo para vírus Zika. Outros cinco no Rio Grande do Norte e um no Piauí estão em investigação para definir causa da morte.




Qual é a relação entre o Zika vírus e a microcefalia? 


O Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika e o surto de microcefalia. Essa é uma situação inédita no mundo. As investigações continuam para esclarecer questões como: a transmissão, o efeito no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Inicialmente, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.




O que é microcefalia?


A microcefalia não é um problema novo, mas era raro até o momento. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com a circunferência do crânio menor, que normalmente é igual ou maior que 33 cm. Esse defeito congênito pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como causas genéticas, passadas dos pais para o filho, como também por uso de drogas, álcool ou outros produtos tóxicos durante a gestação, radiação, além de possíveis infecções que atinjam o bebê durante a gestação.

Crianças que nascem com essa má formação podem ter complicações no desenvolvimento da fala, motora e quadros de convulsão.




Zika vírus, o que é?




Doença viral aguda, transmitida por meio da picada de mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. Por esse motivo, as medidas de prevenção e controle são as mesmas já adotadas para a dengue e chikungunya. A pessoa infectada apresenta:

- febre baixa; 

- olhos vermelhos, mas sem secreção e sem coceira; 

- dores nas articulações; 

- pontos brancos ou vermelhos na pele;

- dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas. 

Os sinais e sintomas podem durar até 7 dias, porém a maior parte dos casos não apresenta sinais e sintomas.

O tratamento é para melhorar os sintomas, baseado no uso de paracetamol para febre e dor, conforme orientação médica. Não está indicado o uso de ácido acetilsalicílico e remédios anti-inflamatórios, devido ao risco aumentado de hemorragias, como ocorre com a dengue. Procure o serviço de saúde mais próximo se apresentar alguns desses sintomas!




Como a gestante deve se proteger? 


“Não há uma recomendação do Ministério da Saúde para evitar a gravidez, mas se for uma gravidez programada, talvez não seja o momento ideal”. Esta foi a última nota oficial referente a toda esta situação.

É importante que as gestantes mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo profissional de saúde que faz seu acompanhamento. Há a orientação de não consumirem bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.

É importante também que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.




Gestantes podem usar repelentes?


Sim, gestantes devem usar repelente de inseto. Considerando a necessidade de se proteger contra uma doença potencialmente grave, a proteção tem que ser o mais eficiente possível. Assim, os repelentes recomendados para as gestantes são os mesmos recomendados para os adultos, de acordo com a ANVISA.

São três os principais repelentes disponíveis no Brasil: Os a base de Icaridina, DEET e IR3535.

- Icaridina: na concentração de 20 a 25% (Exposis) é o repelente de maior duração na pele, conferindo aproximadamente 10 horas de proteção contra os insetos.

- DEET: é o repelente mais comum e mais fácil de ser encontrado nas farmácias e supermercados (OFF, Autan, Repelex, entre outros). É um repelente muito eficiente, mas sua duração depende da concentração de DEET no produto. No Brasil é fornecido os de 15%, o que confere proteção máxima por 6 horas. Gestantes devem escolher os repelentes com DEET na versão para adultos (15%) com 6 horas de duração e não a versão infantil, que tem apenas 6 a 9% do ativo e duração mais curta (2 horas).

- IR3535: conhecido como Loção Antimosquito Johnson’s, é indicado para crianças de 6 meses a 2 anos. Tem duração muito curta, necessitando de reaplicações a cada 2 horas, o que pode deixar a gestante desprotegida em períodos de longa exposição.

Os repelentes naturais como citronela e andiroba tem rápida evaporação e, portanto, um tempo de proteção muito curto, de 10 a 20 minutos. Assim, não são considerados repelentes seguros para gestantes.

Lembrando que o mosquito da Dengue/ Zika vírus tem hábitos diurnos, então o uso do repelente deve priorizar este período.

Como aplicar o repelente?

O efeito dos repelentes se dá pelo “efeito de nuvem”, ou seja, após a aplicação o repelente evapora e forma uma “nuvem” de aproximadamente 04 cm em volta da pele que repele o inseto. Assim, não é recomendado usar o repelente por baixo das roupas, mas por cima dos tecidos e apenas na pele exposta (braços, colo, pernas, pés).

Pelo mesmo motivo, o repelente é o último produto a ser aplicado na pele. Primeiro usa-se hidratantes, filtros solares, maquiagem, e o repelente sempre por cima de tudo.

Evite aplicar perto de olhos, nariz e boca. Todos os repelentes podem irritar as mucosas, e respeitar o intervalo para reaplicar o produto.




Este é o momento, mais do que nunca, de nos protegermos dos mosquitos. Não deixar água parada, verificar os focos em casa, usar telas, e todas as precauções para evitar a sua proliferação. Lembrando que estamos entrando na época do ano mais propícia, o verão, com muito calor e chuvas, para formação de criadouros de mosquitos. Fiquem atentos, se previnem e se apresentar algum sintoma parecido com os citados aqui, procure uma unidade de saúde.



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Campanha Outubro Rosa - Todos na luta contra o câncer de mama



A proximidade do mês de outubro ganhou mais um motivo para ser lembrado. Muitas pessoas já devem ter se atentando que neste mês alguns locais de comércio, turismo, entre outros, ganham um charme especial: a iluminação rosa. O nome do movimento, “Outubro Rosa”, remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades.

Esta cor feminina entra em destaque como um alerta. De acordo com o INCA - Instituto Nacional de Câncer - É o tipo de câncer mais frequente na mulher brasileira e segundo tipo mais frequente no mundo.

Com esta campanha, espera-se que com as ações promovidas, principalmente pelo Ministério da Saúde, se estimule a prevenção pelo diagnóstico precoce.

O que é câncer de mama?

Nesta doença, ocorre um desenvolvimento anormal das células da mama, que se multiplicam repetidamente até formarem um tumor maligno.

Como a mulher pode perceber a doença?

O sintoma do câncer de mama mais fácil de ser percebido pela mulher é um caroço no seio, acompanhado ou não de dor. A pele da mama pode ficar parecida com uma casca de laranja; também podem aparecer pequenos caroços embaixo do braço. Deve-se lembrar que nem todo caroço é um câncer de mama, por isso é importante consultar um profissional de saúde.

Como descobrir a doença mais cedo?

Toda mulher com 40 anos ou mais de idade deve procurar um ambulatório, centro ou posto de saúde para realizar o exame clínico das mamas anualmente, além disso, toda mulher, entre 50 e 69 anos deve fazer pelo menos uma mamografia a cada dois anos. O serviço de saúde deve ser procurado mesmo que não haja sintomas.

O que é o exame clínico das mamas?

É o exame das mamas realizado por médico ou enfermeiro treinado para essa atividade. Neste exame poderão ser identificadas alterações nas mesmas. Se for necessário, será indicado um exame mais específico, como a mamografia.

O que é mamografia?

É um exame muito simples que consiste em um raio-X da mama e permite descobrir o câncer quando o tumor ainda é bem pequeno, na fase inicial da doença. É realizada em um aparelho apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.

O que pode aumentar o risco de ter câncer de mama?

Se uma pessoa da família – principalmente a mãe, irmã ou filha – teve essa doença antes dos 50 anos de idade, a mulher tem mais chances de ter um câncer de mama. Quem já teve câncer em uma das mamas ou câncer de ovário, em qualquer idade, também deve ficar atenta. As mulheres com maior risco de ter o câncer de mama devem tomar cuidados especiais, fazendo, a partir dos 35 anos de idade, além do exame clínico das mamas, também a mamografia, uma vez por ano.

Porém, mulheres que não possuem casos na família não podem descartar a possibilidade de desenvolver a doença.

O auto-exame previne a doença?

O exame das mamas realizado pela própria mulher, apalpando os seios, ajuda no conhecimento do próprio corpo, entretanto, esse exame não substitui o exame clínico das mamas realizado por um profissional de saúde treinado. Caso a mulher observe alguma alteração deve procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo de sua residência. Mesmo que não encontre nenhuma alteração no auto-exame, as mamas devem ser examinadas uma vez por ano por um profissional de saúde.

O que mais a mulher pode fazer para se cuidar?

Ter uma alimentação saudável e equilibrada, com frutas, legumes e verduras, praticar atividades físicas, evitar bebidas alcoólicas e não fumar. Essas são algumas dicas que podem ajudar na prevenção de várias doenças, inclusive do câncer.




terça-feira, 12 de maio de 2015

A saúde da mulher moderna





Mãe, esposa, profissional, cidadã... Mulher. Os múltiplos papéis que esta mulher moderna exerce nestes últimos anos, sem dúvidas, faz parte de uma enorme conquista: a independência. Elas se preocupam com a beleza, com as finanças, com os filhos ou a falta deles – já um existe um grande movimento de adiamento da maternidade –, com o companheiro, entre outros. Muitas vezes ela toma o papel de chefe da família e, assim, adquire ainda muito mais responsabilidades. E como ela está administrando tudo isso? O “dar conta” de tudo está cada vez mais afetando, principalmente, a saúde delas. 

Cada dia mais estressadas, fadigadas pelas pressões diárias, sua saúde acaba por ficar em segundo plano e elas se esquecem de dar a devida atenção aos sinais de alerta do seu corpo. De acordo com um estudo sobre mortalidade no Brasil, publicado em 2006, mostrou que as principais causas de morte na população feminina brasileira entre 10-49 anos foram: cânceres (24,4%), doenças circulatórias (19,6%) e causas externas (15,5%). Entre as causas externas de morte encontram-se os homicídios e os acidentes de trânsito.

Desta forma, podemos perceber que a incorporação destas mulheres no mercado de trabalho, antes predominantemente ocupadas pelos homens, como o trabalho burocrático, por exemplo, fez com que hábitos como o sedentarismo, dieta inadequada, consumo de álcool e cigarro, poucas horas de sono, entre outros, somassem aos riscos exclusivos à população feminina (como os relacionados à gravidez e parto). Além disso, muitas mulheres mantém uma atividade laboral fora do lar sem, contudo, dispensar os cuidados com a família e as tarefas domésticas. Esta sobrecarga de funções acarreta um aumento do risco de agravos à saúde.

A soma de todos estes fatores também leva a um problema cada vez mais comum na vida delas: os transtornos emocionais e mentais. A pressão exercida, muitas vezes, pela mídia, impondo padrões inalcançáveis de beleza, contribui para a sobrecarga emocional. Elas tem de serem perfeitas e bem-sucedidas, e sabemos que não há como atingirmos perfeição e muito menos precisamos disso para sermos felizes.


Como me prevenir das doenças?


Tudo começa no início da vida sexual, em que se tem uma atenção especial para as doenças sexualmente transmissíveis, infecção pelo HPV, que está relacionado ao câncer de colo de útero, e o câncer de mama. Também, além de se ter atenção na saúde sexual e reprodutiva, é importante consultar um clínico geral ou cardiologista para exames de rotina complementares, como hemograma, glicemia, colesterol, triglicérides, ácido úrico e urina. Tudo vai depender da necessidade de saúde de cada pessoa, mas mesmo não se tendo nenhum problema, a rotina preventiva é fundamental.

Já na maturidade, além dos cuidados já citados, devem-se atentar as modificações no organismo causadas pelo climatério e menopausa, prevenindo-se contra o envelhecimento precoce e a osteoporose pelas mudanças hormonais, por exemplo.


Como viver de forma mais saudável?


Devem ser adotadas medidas para alívio do estresse do dia-a-dia e melhorar os cuidados com a saúde, como ter uma alimentação mais saudável e praticar atividades físicas. A atividade física, em especial, contribui para manutenção do peso saudável, prevenção de doenças e alívio do estresse, lembrando sempre que o acompanhamento do profissional competente nestas atividades é imprescindível.

Evitar hábitos nocivos é fundamental. Como já dito anteriormente, está cada vez mais comum mulheres adotarem o fumo e o etilismo, deixando-a mais vulnerável aos problemas cardiovasculares e diversos tipos de cânceres.

Assim, a prevenção de doenças, que são as principais causas de mortalidade da mulher, melhora este panorama e garante um futuro melhor e com mais saúde. Desde o colesterol e a glicemia controlados, garantindo uma prevenção cardiovascular, passando por mamografia prevenindo o câncer de mama, exame “preventivo” ou “papanicolau” prevenindo o câncer de colo de útero, até a dosagem de cálcio, vitamina D e densitometria óssea determinando os cuidados necessários à saúde óssea.

E um dos pontos mais importantes: reconheça suas limitações. Estes estereótipos criados de “supermulher”, que assume uma demanda exacerbada de compromissos, são incompatíveis com uma vida saudável. O equilíbrio é necessário sempre. Não estamos falando de abandonar sonhos e realizações, mas sim de prioridades. No momento que a sua rotina te adoece, ela precisa ser adequada em favor de sua saúde e felicidade.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O aborto e suas consequências




Em definição, de acordo com o Ministério da Saúde, considera-se abortamento a interrupção da gravidez até 22 semanas ou, se a idade gestacional for desconhecida, com o produto da concepção pesando menos de 500 gramas ou medindo menos de 16 cm.

Dada a complexidade do assunto e suas várias vertentes, vamos nos ater, aqui, ao aborto provocado. O objetivo não será polemizar ou abrir discussões desnecessárias, mas sim promover uma reflexão sobre o assunto, assim como possibilitar um maior entendimento sobre este problema. E utilizo a palavra “problema” propositalmente, pois realizar um aborto é uma escolha dotada de inúmeras consequências, como veremos a seguir.

“Antes que eu te formasse no ventre, te conheci (...)” Jeremias 1:5

Esta é uma de muitas citações bíblicas sobre o tema concepção e aborto. Com este respaldo, podemos entender que Deus, com todo Seu amor e cuidado por nós, tem um plano para cada um desde a nossa criação e até mesmo antes da concepção. Assim, não querendo neste momento entrar no mérito de discussões sobre feminismo versus machismo, teríamos nós o direito de interferir nos planos de Deus?

Vamos então partir de outro ponto de vista muito requisitado pelos defensores dos direitos das mulheres, no que tange ao direito sobre seu próprio corpo: o feto sendo uma vida, um ser dotado de personalidade e destino próprios; como podemos vê-lo apenas como extensão da mãe? Ele é um ser independente, portanto esta não poderia ter o direito de lhe tirar a vida, assim sendo, este ato conferiria num assassinato.

As justificativas usadas pelo movimento atual a favor da prática legal do aborto - salvo as que já são respaldadas por lei, como situação de estupro ou de risco de morte da mulher - são muitas, como a alta taxa de mortalidade de mulheres que recorreram a locais clandestinos para a prática. De fato esta é uma triste realidade. Muitas mulheres, principalmente adolescentes que mais procuram estes “serviços”, sofrem com sequelas e até mesmo o falecimento. Este discurso usado tem de ser analisado, pois será mesmo que o causador deste desfecho é a não legalização do aborto no Brasil? Posso lhes afirmar que, como profissional de saúde e mulher, o problema vai mais além. Legalizar seria um paliativo de mau gosto, pois o problema é de toda uma estrutura errada dos nossos serviços de saúde e da base familiar existente. Infelizmente a banalização do ato sexual, a desinformação e a desestruturação de todo o sistema fez com que houvesse um colapso na vida sexual e reprodutiva de homens e mulheres, trazendo como consequências o aumento da disseminação das doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez não desejada. Uma política eficaz de planejamento familiar, assim como o aconselhamento sobre o assunto, tanto pela parte familiar como na sociedade, seriam de grande valia para melhorar esta realidade.

Consequências psicológicas

As reações pós-aborto nas mulheres inicia-se, em geral, com um sentimento positivo de alívio, pois estavam sob pressão antes de realizá-lo. Porém, pouco depois, em geral, de acordo com algumas pesquisas, após a primeira semana já se manifestam reações negativas, como o sentimento de culpa, distúrbios psiquiátricos e no sono, muitas vezes com necessidade de uso de medicamentos psicotrópicos prescritos. 

Consequências físicas

As técnicas utilizadas para o abortamento são várias, com possibilidade de consequências desastrosas, e quando falamos do provocado clandestinamente estas são ainda mais graves, com grande risco de morte da mãe. Má higiene, técnicas erradas, risco de infecção, sangramentos, perdas de órgãos reprodutivos, perfurações de útero, entre outros, são alguns dos problemas que podem ocorrer.

Contudo, podemos evidenciar que o ato de abortar vai além de questões culturais e políticas, e que tentar consertar um ato impensado através da morte de um ser inocente não é a melhor opção, visto os danos e as marcas na vida dos seres envolvidos. Opte pela vida.